MEI vai pagar IBS e CBS? O que muda com a Reforma Tributária

Com a implementação da Reforma Tributária, muitos microempreendedores individuais começaram a se perguntar:
👉 o MEI vai passar a pagar IBS e CBS?

A dúvida é legítima. A reforma substitui impostos tradicionais por dois novos tributos — IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) — e isso gera insegurança, principalmente para quem está no regime mais simples do país.

Neste artigo, você vai entender:

  • Se o MEI será tributado por IBS e CBS

  • O que muda (e o que não muda) no SIMEI

  • Os impactos indiretos da Reforma Tributária

  • Quando o MEI precisa se preocupar de verdade

 

O que são IBS e CBS, em resumo?

A Reforma Tributária criou dois novos tributos:

  • CBS → tributo federal, substitui PIS e Cofins

  • IBS → tributo estadual e municipal, substitui ICMS e ISS

Ambos seguem o modelo de IVA, com não cumulatividade plena e crédito tributário ao longo da cadeia.

👉 Esses tributos não entram em vigor de forma imediata, há um período de transição até 2033.

MEI vai pagar IBS e CBS?

Resposta direta: NÃO

O MEI não vai pagar IBS nem CBS separadamente.

O texto da Reforma Tributária preserva o SIMEI, que é o sistema simplificado de tributação do MEI. Isso significa que:

  • O MEI continua pagando um valor fixo mensal

  • Não haverá apuração de IBS ou CBS

  • Não haverá destaque desses tributos na nota fiscal

📌 Ou seja: a estrutura básica do MEI permanece intacta.

Como fica o DAS do MEI após a Reforma Tributária?

O DAS do MEI continua existindo, com a mesma lógica atual:

  • INSS (5% do salário mínimo)

  • ICMS (quando aplicável)

  • ISS (quando aplicável)

A Reforma Tributária não extingue nem altera diretamente esse modelo.

👉 O MEI não precisará calcular novos impostos, nem mudar a forma de pagamento.

Então por que existe tanta dúvida sobre IBS e CBS no MEI?

Porque, apesar de não mudar a tributação direta, a Reforma Tributária muda o ambiente ao redor do MEI.

E é aí que surgem os impactos indiretos, que são os mais relevantes.

O MEI gera crédito de IBS e CBS para seus clientes?

Não.

Assim como já ocorre hoje com ICMS, ISS, PIS e Cofins, o MEI:

  • Não gera crédito tributário

  • Não destaca IBS ou CBS na nota

  • Não permite aproveitamento de crédito pelo comprador

👉 Isso pode afetar o MEI que vende para outras empresas (B2B).

Impactos práticos da Reforma Tributária para o MEI

🔹 1. Relação com empresas maiores

Empresas do regime normal tendem a:

  • Preferir fornecedores que gerem crédito

  • Pressionar preços

  • Negociar margens

📌 MEIs que vendem para empresas podem sentir queda de competitividade.

🔹 2. Maior exigência de documentação fiscal

Mesmo sem pagar IBS e CBS, o MEI precisará:

  • Emitir NF-e corretamente

  • Manter cadastro fiscal atualizado

  • Evitar erros formais

O ambiente fica mais fiscalizado e integrado.

🔹 3. Avaliação do crescimento do negócio

Em alguns casos, o MEI pode precisar avaliar:

  • Migração para ME

  • Saída do SIMEI

  • Enquadramento no Simples Nacional

👉 Especialmente se o negócio crescer ou atender empresas maiores.

O MEI pode ser obrigado a sair do regime por causa da Reforma?

Não automaticamente.

A Reforma Tributária:

  • Não extingue o MEI

  • Não reduz o limite de faturamento

  • Não cria obrigação de migração

Mas, na prática, o próprio mercado pode induzir essa mudança.

Quando o MEI deve começar a se preocupar?

📅 A partir de 2026, quando:

  • Começam as alíquotas de teste do IBS (0,1%) e CBS (0,9%)

  • Empresas maiores passam a adaptar contratos e preços

👉 O impacto comercial pode vir antes do impacto legal.

MEI ou Simples Nacional: qual será mais vantajoso após a Reforma?

Depende de:

  • Tipo de cliente (PF ou PJ)

  • Margem de lucro

  • Necessidade de gerar crédito

  • Volume de faturamento

📌 Em muitos casos, continuar como MEI ainda será a melhor opção.
Em outros, migrar para o Simples pode ser estratégico.

📚 Aprofunde-se na Reforma Tributária e tome decisões seguras

A Reforma Tributária muda a lógica do Simples Nacional e do MEI.
Entender os impactos certos evita erros, perda de competitividade e decisões precipitadas.

Conclusão

A Reforma Tributária não obriga o MEI a pagar IBS e CBS nem muda a estrutura do SIMEI.

Porém, ela:

  • Altera a lógica do mercado

  • Afeta relações comerciais

  • Exige mais atenção estratégica do microempreendedor

O MEI continua simples, mas o ambiente fica mais técnico.
Quem entende isso antes, se antecipa e toma melhores decisões.

👉 Quer entender como a Reforma Tributária impacta pequenos negócios além do MEI?
Veja o guia completo sobre Reforma Tributária no Simples Nacional e MEI e saiba como se preparar.

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