Vale a pena sair do Simples Nacional após a Reforma Tributária? Entenda quando

Com a chegada da Reforma Tributária, muitos empresários começaram a se perguntar se o Simples Nacional continuará sendo a melhor opção ou se, em alguns casos, migrar para o regime normal pode ser mais vantajoso.

A dúvida faz sentido. O novo sistema baseado em IBS e CBS muda a lógica do crédito tributário, impacta cadeias produtivas e pode alterar a competitividade de empresas optantes pelo Simples — especialmente no B2B.

Neste artigo, você vai entender:

  • Quando vale a pena permanecer no Simples

  • Em quais cenários sair do Simples pode ser estratégico

  • Como a Reforma Tributária muda essa decisão

  • Quais critérios analisar antes de qualquer mudança

O Simples Nacional acaba com a Reforma Tributária?

Não.
O Simples Nacional foi mantido pela Reforma Tributária, preservando:

  • O DAS unificado

  • A simplificação no recolhimento

  • O tratamento diferenciado para micro e pequenas empresas

Porém, o Simples passa a conviver com o novo sistema de IBS e CBS, o que muda o contexto competitivo e exige decisões mais estratégicas.

👉 A pergunta deixou de ser “posso ficar no Simples?”
👉 E passou a ser “o Simples ainda é a melhor opção para o meu negócio?”

O que muda com IBS e CBS para quem está no Simples?

O novo sistema tributário adota a não cumulatividade plena, ou seja:

  • Empresas fora do Simples geram e aproveitam crédito integral

  • O imposto incide apenas sobre o valor agregado

Já no Simples Nacional:

  • O recolhimento continua via DAS

  • Não há destaque pleno de IBS e CBS

  • O crédito gerado para o cliente é limitado ou inexistente

📌 Esse ponto é central para a decisão de permanência ou saída.

Quando continuar no Simples Nacional ainda vale a pena?

Na maioria dos casos, sim.

O Simples continua sendo vantajoso quando a empresa:

  • Vende principalmente para pessoa física (B2C)

  • Tem margem de lucro elevada

  • Busca simplicidade operacional

  • Não depende de gerar crédito tributário para o cliente

Exemplos comuns

  • Comércio varejista

  • Serviços locais

  • Pequenos prestadores

  • Empresas com estrutura administrativa reduzida

👉 Nesses cenários, o Simples continua competitivo.

Quando sair do Simples pode ser uma boa estratégia?

Existem situações em que avaliar a saída do Simples faz sentido, especialmente após a Reforma Tributária.

🔴 1. Empresa vende majoritariamente para outras empresas (B2B)

Se seus clientes:

  • Estão no regime normal

  • Precisam de crédito de IBS e CBS

  • Pressionam preços por causa disso

👉 Permanecer no Simples pode reduzir competitividade.

🔴 2. Margem apertada e dificuldade de repasse

Empresas com:

  • Margem pequena

  • Concorrência intensa

  • Cadeias longas de fornecimento

Podem sofrer mais ao não gerar crédito.

🔴 3. Crescimento do faturamento

À medida que a empresa cresce:

  • O Simples perde eficiência

  • As alíquotas efetivas aumentam

  • O regime normal pode permitir melhor planejamento tributário

Sair do Simples significa pagar mais imposto?

Não necessariamente.

No regime normal:

  • Há apuração separada

  • Existe compensação de créditos

  • É possível reduzir carga via planejamento

📌 Em alguns casos, mesmo com alíquota nominal maior, o imposto efetivo pode ser menor.

Quais regimes avaliar fora do Simples?

Antes de sair do Simples, é essencial comparar:

🔹 Lucro Presumido

  • Mais simples que o Lucro Real

  • Pode ser vantajoso para empresas com boa margem

  • Permite geração de crédito de IBS e CBS

🔹 Lucro Real

  • Mais complexo

  • Ideal para empresas com margens menores

  • Aproveitamento total de créditos

👉 A escolha depende do perfil do negócio, não apenas da Reforma.

A Reforma Tributária obriga empresas a sair do Simples?

Não.

A Reforma:

  • Não elimina o Simples

  • Não cria obrigação de migração

  • Mantém o tratamento diferenciado

Mas, na prática, o mercado pode induzir essa decisão.

Quando essa análise deve ser feita?

📅 Agora.

Mesmo com a transição até 2033:

  • Contratos já começam a mudar

  • Cadeias produtivas estão se adaptando

  • Empresas maiores antecipam decisões

👉 Quem espera demais pode perder margem ou clientes.

🔎 Antes de decidir, aprofunde sua análise

A decisão de sair ou permanecer no Simples Nacional após a Reforma Tributária depende do impacto do IBS, CBS e crédito tributário no seu negócio. Estes guias complementares ajudam a tomar uma decisão segura e estratégica:

Conclusão

A Reforma Tributária não acaba com o Simples Nacional, mas muda o cenário competitivo em que ele está inserido.

Continuar no Simples:

  • Ainda é a melhor opção para muitos negócios
    Mas, em alguns casos:
  • Avaliar a saída pode representar ganho de margem, competitividade e crescimento

👉 A decisão correta não é automática.
Ela exige análise técnica, visão estratégica e planejamento tributário.

👉 Sua empresa está no Simples e vende para outras empresas?
Entender o impacto do IBS e CBS agora pode evitar prejuízos no futuro.
Consulte um contador especializado e avalie o melhor regime para o seu negócio.

Rolar para cima